Oh, Oh, Oh, Oh, Oh!

Ode às baladeiras
"Solteira, sim. Sozinha, nunca!"
- diz a garota feita de fezes.
Toca o celular, ai que alegria!
Atende rapidão, deve ser alguma de suas inúmeras amigas. Ops, amigas!
"Vâmu quebrá tudoooo!"
Que safadeeeña você! Sua rebeldia, modernidade e quentume intenso apavoram.
A - pa - vo - ram! Não tem pra mais ninguém.
Malz interromper, você tava planejando a náiti com sua megamiga, certo? Como iam dizendo...
"Um brinde a nós, mulheres, portadoras da sedução..."
Sua megamiga-do-core rachou de rir! Nossa, errei de novo - ela raxou, com x, de rir!
Vocês são hilárias. Estivessem as duas, pilantróvinas, online... ririam assim:
"HuAhUaHuAhUaHuAhUaHuAhUaHuAhUaHuAhUaHuAhUaHuAhUa"
Que horas ela passaeê pra te pegar? Corre tomar um banho, menina!
Lava essa sua precheca suja. Lava também sua boca, porra de algum estranho aí será despejada.
Moderna, é isso que você é!
Inveja, é isso que você causa!
Furor, é isso que você deixa... na pista de dança.
Com sua roupa bem justinha, seu decote-sedução, você mexe e remexe, vai descendo até o chão.
Ai, que tesão. Vopassá mão.
Vai, lixão! Aproveita que a luz da boátii te faz parecer bonita.
O pisca-pisca multicor bem disfarça seu cabelo, seu nariz, sua cara feia e infeliz. É essa a sua chance de ganhar atenção, vai, desgraça! Joga o cabelo pro lado, morde o beiço, mostre ao mundo que você é es-pe-ci-al-men-te hormonal. Só você, ninguém é como você, você é única, o jesus te fez e jogou a receita fora.
Vai, inspiradora de forte e tão honesto vômito... aproveita! O tum-ti-tum-ti-tum-ti promete cérebros derreter, nem vão notar sua falta de um. Seu jeitinho tão fofinho. Pop, faveladinho, hip-hop.
Vai, escória! Sorria bastante, finja ser feliz.
Vai, sua bosta! Encha a cara, se "preciso". Se passe por resolvida, segura, independente. Repita seu mantra:
"Não PRECISO de macho em minha vida", enquanto mendiga a admiração dos portadores de pênis.
Carência suprida - game over, vá pra casa se lavar.
Antes de dormir, recite sua poesia-oração:
(Atenção: eu não inventei a merda abaixo... a tal "oração" existe, tem até comunidade a respeito, veja aqui)
Que os Nossos Sejam Nossos!
Um brinde a nós, mulheres, portadoras da sedução, que nenhum filho da puta sabe dar valor!
Que os nossos sejam nossos,
Que os delas sejam nossos,
E que os nossos nunca sejam delas,
E que se forem, que brochem
Que os nossos filhos tenham pai rico e mãe gostosa!
Bebo porque vejo no fundo desse copo a imagem do meu amado... Morre afogado, filho da puta desgraçado!
Que a fonte nunca seque e que nossa sogra nunca se chame Esperança,
Porque esperança é a última que morre.
Deus é 10,
Romário é 11,
Wisky é 12,
Zagallo é 13,
E acima de 14 eu tô pegando!
Que nosso marido seja rico, que os nossos amantes sejam gostosos e que eles nunca se encontrem...
Que Deus abençoe os homens bonitos, e os feios se tiver tempo...
Que nossas dores de cotovelo sejam por tombos...
Que nossos pés-na-bunda sirvam pra nos mostrar que estamos sempre na frente...
Que sempre sobre, que nunca nos falte e que a gente dê conta de todos...
Amém!

E as fotos no Orkutiiiiiiiiii?são sempre lindas maquiadas abraçando as amigas thuthucas na balada.Balada aqui,balada ali.e o discurso???''ele não namora comigo porque não gosta de mulher independente'' ''homem e tudo medroso,não assume o namoro porque eu sou demais para ele'' meninas sem cérebros mas os bumbum estão devidamente empinados.
ReplyDeleteaqui no Rio a palavra para acompanhar ''balada'' é ''Tudo''
''vc foi na festa?'' ''Tuuuuuuuuuuuuudo""
''vc trepou com aquele menino?'' ''que tudooooooooo''
Enfim,may god bless them all!Amen.
Como estou na net, aí vai: HuahUhhUAHuHuHAUhuahAHAHuhauH \o/.
ReplyDeleteMundiça, muita mundiça, e baladéééénhas são armadilhas de satanás! Pior que já fui baLAdEiRa tchutchuca! Ohhh, que coisa horrível no meu passado!
Não esparra meu segredo! :P
Boa, Chel!
ReplyDeleteNa real, independente da classe social a que pertença a garota, o que é mais triste é esse vazio que se "preenche" em salões amarrotados de gente, com um som nas últimas.
Mulheres produzidas como numa vitrine, tentando aparecer, chamar a atenção de alguém com um pau entre as pernas.
E nessa futilidade vão se afastando e se esquecendo da essência. Voltam pra casa e não vêm a hora de mais uma "nait"... e o vazio só cresce.
Gostei do texto!
beijooo