Meu querido diário... 05-05-10



Estou hospedada num albergue, em Brasília, e hoje um MONSTRO chegou em mim. Nem sei o que pensar. Monstros fazem isso; como quem não quer nada, vêm puxando conversa e ai de quem topar responder a seus questionamentos.

Monstros são obviamente desprezados, portanto, quando alguém responde às suas perguntas, sentem-se surpresos, animados, decidem ousar, mostrar safadeza, falsa segurança, ah, nem vou descrever mais o processo pelo qual passam, é muito horrível. E digo mais, é errado. Monstros não têm o direito de se animar assim, deveriam respeitar as pessoas a seu redor.


"- Você é fotógrafa?"
"- Sou"
"- Eu adoro fotografia! Não sou profissional, mas também tiro bastante foto quando viajo, yada, yada, yada"
"- Ah, legal..."


E então, após a troca de mais algumas frases, quando eu disse estar de saída, indo fazer umas fotos da cidade (mentira, só saí pra procurar um orelhão), o monstro replica:


"- Eu posso te fazer compania, acho que não é seguro uma mulher bonita como você sair assim na rua, sozinha"


Educadamente recusei.
Até aí beleza, superável, né? Isso foi mais cedo. Agora há pouco tava aqui na recepção, o ser chega do meu lado e puxa conversa, horrorosa e novamente. Em poucos minutos, começa a voluntariar informações sobre sua ridícula vida. Conta que viaja o tempo todo, conhece trocentos países etalz. Se empenha por mostrar que, apesar de seu corpo castigar a retina alheia, seu super carimbado passaporte poderia impressionar.

Disse ter pego uma alemã, quando na Alemanha esteve. Disse que ela ficou "louca" por ele. Disse, por fim:


"- Ela falou que nunca experimentou um pinto tão grande quanto o meu"


Por que ele falou isso? Já pensei em algumas hipóteses e estou chateada até agora por considerar que alguma delas possa proceder, especialmente a hipótese mais plausível - de que o monstro pensa que eu poderia me animar com a susposta generosidade de seu obviamente asqueroso e totalmente inútil pau.

Por que homens de fezes dizem coisas para assustar meninas? Não dá pra entender. Bom, pelo menos me rendeu assunto para uma atualização do blog. Enfim, bora deitar, amanhã o dia é longo... a Brasília vim para fazer uma matéria pra Revista dos Vegetarianos - check it out na edição de Agosto ;)


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5 comments:

  1. Vitor Odenor Aquino da SilvaMay 6, 2010 5:24 AM

    Bom dia Chel,
    fiquei preocupado agora, nunca sai por ai falando do meu membro mas já ofereci compania...rsrsrs que também foi recusada.

    Não vou defender a atitude do cara, no entanto essas conversas funcionam com algumas mulheres... Não que eu tenha experiência nisso, pois não tenho...sou tímido e tapado... Mas meus amigos contam de suas proezas e parece que eles tem sucesso.

    Você deve estar no trabalho agora, sendo assim, sucesso ai para você.

    Grande Abraço.

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  2. Velho, que merda foi essa?! Rachel, cuidado pra ele não te estuprar nesse albergue! Fique em um quarto separado com 3 cadeados!

    Medo desse louc, meu deus, esse cara deve viver na punheta há anos! Que tipo de mulher teria coragem de ficar com ele?

    NOJO NOJO NOJO NOJO!!

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  3. Vitor!

    hehehe oferecer compania é normal, como disse no texto, a oferta foi educadamente recusada... o problema é, realmente, voluntariar informações como: o comprimento de seu pau - isso sim, é imperdoável! e você certamente jamais faria isso, é coisa de quem não possui noção do ridículo, não tem piedade dos outros hehe.

    e sim, é claro que essas conversas podem funcionar, a questão é que eu não queria compania para foto anyway e ainda que quisesse, o ser era MEDONHO!

    outro abraço!

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  4. E' interessante que as mulheres nunca sintam a obrigacao de dividir informacoes sobre as suas virilhas. Tipo, nunca nenhuma mulher chegou em mim e descreveu o tamanho da vagina dela. (Por exemplo, "E' tao grande que cabe uma duzia de ovos e a galinha tambem!! Nao quer provar?" Sou homem, mas sou o primeiro a falar que muito homem tem fezes no cerebro.

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  5. =]]]
    Obrigado pelas risadas em um dia como esse!

    Não sei nem bem o que dizer... Brasília tem tantos outros lados, mas essa cidade insiste em queimar nosso filme com as pessoas de fora.

    Tentando ser compreensivo com o lazarento, pesam essa beleza de sobressaltar as batidas de um coração masculino carente, o olhar solerte pressuposto de quem tira fotos autênticas, o inconformismo com o mundo atual, e paro por aqui, das coisas que vi de curioso no seu perfil na comunidade dos vegetarianos bsb/df, e outras que o tarado (considero um tarado) pode ter visto pessoalmente. Mas não penso que isso levaria um cara a agir como ele. Tem aquele lado de que 'cada um usa as armas que tem', mas no caso dele serviu pra, quando muito, dar nada mais que um tiro no pé. ou no p...

    Eu no lugar dele, não consigo ficar além do que descreve velho Chico. 'na minha boca, as palavras que eu ia falar'

    No mais, é bom se cuidar desse descontrolado, viu?

    Bem vinda a Brasília!

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