Gorda, entediada, ofensivamente branquela e no Rio de Janeiro. Tinha todos os motivos para sair do apartamento e ir à praia. Não que lá fosse expor, sem roupa, meu flácido e excessivo corpo. Claro que não, sadismo tem limite.
Precisava caminhar um pouco, ainda que somente 3 quarteirões me separassem da praia, sei lá, perder umas 20 calorias. Precisava de sol, há tempos não o via. Me ocupar um pouco com algo além do computador. Lá fui eu.
A tiracolo, minha câmera fotográfica. O sol estava tão forte, que mal aturei meia hora.
Foi mais ou menos isso, uns 30 minutos de muito calor. Fiz poucas fotos, algumas bonitinhas, como:


Sempre soube do perigo que é carregar em mãos, nas ruas do Brasil, um eletrônico caro assim.
O que não esperava era a reação que colheria de algumas pessoas na rua.
Duas pessoas vieram falar comigo em (suposto) inglês. Quem carrega uma câmera assim, certamente brasileiro não é.
Já suando e irritada, decidi voltar ao apartamento. Foi aí que um ser tendendo ao raquitismo, pele cor ocre e um sorriso safadérrimo disse, quando por ele passei:
- Rái, lírou quét.
Pesarosa, traduzo o que o predador planejou dizer.
A princípio, nem eu mesma entendi, mais uns passos à frente, a ficha caiu:
-Hi, little cat.
A fragilidade do monstro não se resumia à sua aparência desrespeitosamente medonha. Na, não! Notória *mesmo* era sua fragilidade mental.
Lições aprendidas:
- Protetor solar.
- Quando no Brasil, não saia às ruas carregando um caro eletrônico em mãos. Pior que o risco de "perdê-lo" é o risco de ouvir, de seres ocre-safadérrimos, comentários que em você despertem o desejo de se mudar para a Arábia Saudita.

heheheh
ReplyDeletefunny! Ha! by the way, as fotos estão lindas la Chiquinha de mi vida.
ReplyDeleteDoente.
ReplyDeletePelo menos ficou só no liróu quet né? Já pensou se acontecesse o arrastão?
ReplyDeletelindas as fotos, little cat!
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